Penso logo existo... ou será penso logo falo?
Dizem que da abundância do coração a boca fala.
Li uma vez que as palavras são pensamentos manifestados.
Mas às vezes elas são tão subjetivas e misteriosas. A gente acaba se perdendo entre sinônimos e cognatos, numa infinidade de opções listadas no vocabulário. Daí vem alguém e as doma, colocando-as numa sincronia tal, que elas parecem dançar graciosas ao som de uma bela canção. Deliciamo-nos como num banquete, palavra por palavra, guiados numa viagem imaginária dentro da mente, onde se experimenta o sentido de um do termo “privacidade”.
Na mente me perco para me achar entre palavras e imagens, quantas vezes quiser e você nem vai notar. Lá é tudo meu só Meu. E quando falo jogo plumas ao vento, lá do alto... Elas saem voando por aí sem dono, sem destino. Ninguém sabe onde as plumas vão parar. Não se podem recuperar. Não me pertencem mais. Não só isso como também passo a prestar contas por elas. No fim das contas o possuído passa a possuidor.
Mariângela Alves
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