sábado, 3 de novembro de 2012

Liberdade - se está fácil, você está fazendo errado.




Tema sugerido para este artigo: “Por que ser artificial e parecer superficial?”

A princípio, um questionamento sobre ser ou não artificial ou autêntico, que implicaria numa impressão para as pessoas - fútil ou sensato, respectivamente. Ou seja, por que não ser autêntico e parecer sensato?
Vamos lá, vivemos ou não num mundo em que nada se cria e tudo se copia? No que implica ser autêntico? Falar as palavras que nunca são ditas?

Vivemos em uma sociedade democrática. Somos livres para sermos nós mesmos. Entretanto, desde pequenos somos adestrados e condicionados de acordo com nossa cultura, costumes da família, referenciais na escola, os amigos, a mídia, etc. Absorvemos tudo por osmose inconscientemente, não temos como reagir. Destarte adquirimos a capacidade de socializar e viver em grupo.

No livro Guia Politicamente Incorreto da Filosofia, Luiz Felipe Pondé cita o filósofo inglês Michael Oakeshott, dentre outros, que já anteviam o lado ruim da democracia, que seria a opressão à individualidade (Imagine no socialismo e comunismo! Lá a opressão é armada #medo). Ninguém mais seria indivíduo de fato.

“Quase ninguém tem uma personalidade autônoma e ativa, e dói ter uma personalidade assim.”

Seria muito mais fácil repetir o que a maioria faz. O ser humano sempre busca aceitação. Não ser aceito dói. No entanto, a sociedade democrática é baseada em liberdade e igualdade. Duas grandezas inversamente proporcionais. Quanto mais livre, mais diferente. Quanto mais igual, mais condicionado e submisso, logo, menos livre. Já começam por aí as contradições. Na realidade a massa tem o controle e isso acarreta na manutenção do governo populista e, logo, na perseguição aos indivíduos que não participam dessa relação tão lucrativa. Uma caça às bruxas muito sutil...
Oakeshott acreditava que tomar decisões por si mesmo era a maldição de poucos. Que implica em solidão e inseguranças, que poucos suportam. Não somos autônomos, somos massificados. A massa oprime e exclui os indivíduos, os que pensam por si mesmo, que buscam conhecimento, que questionam. E isso está bem diante dos nossos olhos. A minoria que estuda e trabalha carrega o povo nas costas. Quem você acha que paga o bolsa escola? E todos os benefícios para a massa não morrer de fome? Quase 70% do seu salário vai para impostos.

“No fundo, o indivíduo fracassado e o homem-massa invejam a liberdade do indivíduo verdadeiro porque ela lhes parece um luxo. Na realidade são primitivos demais para entender a maldição que é ser indivíduo e a dor que é ser livre sem pertenças a bandos.”

Ser autêntico é possível sim. Entretanto, exige um resgate de si mesmo, de seu indivíduo reprimido desde a infância. Isso demanda tempo e esforço. Só a partir daí começaria uma construção do Eu individual. Mas atenção, não há glamour nenhum em ser autêntico. Não se iluda. Fazer parte da massa, ser artificial, se encaixar nos padrões, ser superficial é mais confortável, mais seguro. As pessoas vão te amar e vocês terão muitas afinidades. A ignorância é uma benção. Portanto, para quem tem escolha, talvez o conforto na Matrix seja bem melhor. Todavia, alguns não se encaixam, é como uma vocação – uma voz interior que não cala nem se convence com esse teatro. E a esses, meus colegas inquietos e inconformados, boa sorte!

“O idiota raivoso fala sempre com força de bando e, na democracia de massa em que vivemos, ele sim tem o poder absoluto de destruir todos os que não se submetem a sua regra de estupidez bem adaptada.“

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Sempre desconfie das respostas fáceis!

Sair da zona de conforto é o primeiro passo para a evolução. Mas cuidado, evoluir é uma decisão séria! e ela cobra seu ônus. Você não tem mais quem culpar. você terá responsabilidade por sua vida e escolhas. E, claro, as pessoas vão te odiar. Vão odiar quando o que você fala mexe com elas. Vai descobrir que você tem muitos lados, dentre eles a razão e os sentimentos, que não acordam. Lados lindos, outros nem tanto. Que seu Ego os defende e julga o tempo todo. Que sua mente não o deixa em paz um só minuto. Que tudo nessa vida é dual, tem dois lados. Que o que você julga certo ou errado é só mais uma opinião. Que você faz parte do seu próximo e tudo interage. Que o que você faz volta. Que vingança é segurar brasa pra tacar no outro, só você se machuca. Que lidar com as pessoas é muito difícil. A gente se melindra muito fácil e o tempo todo. Somos feridas abertas ambulantes. E nem temos consciência disso. A caminhada é longa. O caminho é rochoso. A escolha é sua e de mais ninguém.

Salve Jorge




































Quem advinha quem é esse sujeito? Um dos primeiros a questionar o mundo além da religião e das tradições. A pedra no sapato da sociedade conservadora. Aquele que mexeu no queijo. Que desarmou só com perguntas. Que ousou pensar, antes de concordar e afirmar.
Que teve humildade para reconhecer que quanto mais buscamos conhecimento, mais percebemos que a vida, o universo é demais pra gente. Para nosso Ego. Para “nossa razão”. Entre aspas por que de nossa ela tem nada. Cada um tem a sua. E de razoável tem menos ainda.
Vamos ao exemplo prático, comum, do dia-a-dia.
A Folha de S.Paulo publicou essa semana que a novela da globo já suscitava polêmica antes mesmo de começar. Por causa do nome. Pessoalmente, não curto novelas por serem clichês e cheias de intrigas, tramas pobres e previsíveis. No entanto, as novelas da Glória Perez me agradam muito por mostrarem outros países e culturas diferentes, são novelas estéticas e claras.  Agora... São Jorge, santo católico, entidade espírita... tudo bem. Olha, eu fui criada nessa ideologia dos donos da verdade e nunca conseguir entender esse “medo” do que é diferente.

“Não permita entrar na sua casa o que é contrário à sua religião, por que o capeta entrará junto.”

Gente, esse era o pensamento dominante na Idade Média! HelloooW! Séculos e séculos em que as pessoas não tinham acesso à informação. Elas não tinham opção. Agora, negar-se a se informar sobre algo por esse algo discordar do discurso que você adotou, é como terminar um noivado por que a outra pessoa não come sushi. É como time de futebol! Por que você torce pro flamengo? Por que minha família sempre torceu. Que espécie de resposta é esta?! E pensar que pessoas matam, vão à guerra com essa justificativa. “Vou matar você, por que... por que... por que você não adora a Grande Batata! Morraaaa!!”

A novela sobre um guerreiro que representa força para inspirar as pessoas é do capeta... maaas a novela da Carminha, obscura, cheia de ódio, rancor e vingança pooode, né?!

Mafaldados...


Contam que Pedro foi ao terapeuta pedir ajuda para lidar com seu narcisismo, ao que o terapeuta disse que poderia lhe dar mil respostas politicamente corretas, mas que estas não chegariam ao ponto. Então seu conselho seria bem simples: finja!
Ééé, Finjaaaaa!!
(?) perplexo, (!) Pedro nem soube o que dizer... o terapeuta concluiu: você não está buscando ajuda para você e sim para os outros.
O que define quem você é?
O que você pensa? Sente? Faz? Fala? Acredita?
Décadas e décadas de condicionamentos, todos dizendo a você o que fazer, o que pensar, como fazer tudo. SOCORRO!! E mais décadas e décadas pra você tomar consciência disso. De quantas vidas vamos precisar pra desfazer esse estrago?
A Mafalda parece prever tudo que ainda está por vir. Tanta informação, cobranças, escolhas, cobranças, críticas, cobranças, competição e... claro, cobranças!
Esse desejo sem fim do ser humano seria para impulsioná-lo para frente, entretanto, somado à pressão social, o ser humano virou o carrasco de si mesmo.
Será que já ouviram falar do caminho do meio? O desafio da vida não é ter tudo que se quer, é ter equilíbrio. É conciliar vida profissional, afetiva, familiar, social.  Nem só de pão vive o homem. Sabe esse vazio dentro de você que nunca se preenche? Ele está aí por um motivo. E ele não vai ser preenchido com coisas.