O signo de peixes é representado por dois peixes nadando em direções opostas unidos por um arco, simbolizando o fim de um ciclo e a preparação para o novo. Isso se dá por este ser o signo que encerra o ano astrológico. É a totalidade, a síntese, a sensibilidade e o amor universal. Peixes é a introversão, o subjetivo, profundo e solitário. Quem nasce sob este signo é conduzido pela intuição, capta o invisível, compreende o indizível e, como uma esponja, absorve as atmosferas que o envolvem.
Facilmente se compadece pelas questões alheias, envolvendo-se ao ponto de se misturar e nem saber mais diferenciar o que é seu e o que é do outro. O pisciano sente que nasceu para servir, logo, tende a se sacrificar para atender aos outros. Tem muita garra e força de vontade ao perseguir seus sonhos. É um eterno romântico e sonhador. Possui criatividade, mente muito fértil e, por isso mesmo, vive bastante tempo fora da realidade, navegando nas águas internas da imaginação. Tende a esquecer de si por se envolver demais com todos.
Busque na sua sombra em Virgem a organização e praticidade necessárias para o dia a dia. Tem momentos em que é mister voltar a atenção para os detalhes e problemas cotidianos, inclusive para a criação de estratégias para não absorver a negatividade do mundo ao redor, bem como a fazer as pazes com a realidade, aceitando-a com seus erros e falhas. Sendo mais realista, evitará desilusões desnecessárias.
18. A Lua
Passamos o dia focando a nossa energia vital para fora, para pessoas e objetos. Elaboramos os acontecimentos de forma racional e lógica, pois estamos conscientes a todo tempo (energia do Sol). Será mesmo? O que acontece quando a noite vem e misteriosamente o seu sono se vai? Excesso de café durante o dia? talvez! Jung certa vez comparou o ser humano moderno ao dono de uma casa que ouve um barulho no porão e, para se acalmar, sobe ao sótão e desliga a luz para constatar que não aconteceu nada e está tudo bem.
No silêncio da solitude, a energia vital flui para o inconsciente ativando todo o conteúdo que reprimimos durante o dia. As coisas que não dissemos, os assuntos que evitamos, as mágoas que guardamos, os medos que nos assombram e etc. Ao longo da vida toda, você significou eventos que despertaram emoções e sentimentos no seu íntimo de forma muito particular. Alguns bons e, a maioria, não tão bons assim. Hoje os seus comportamentos são resultados desse conteúdo que precisa ser explorado em vez de simplesmente ignorado.
A Lua nos convida a essa reflexão interna profunda quanto às inseguranças com relação a emoções em desequilíbrio com a razão. O momento de enfrentar os medos e as fantasias que nos aprisionam e nos desconectam da realidade. Para tal é mister uma consciência desenvolvida (com auxílio de um terapeuta/ferramenta talvez) e forte o suficiente para não ser sequestrada pelo inconsciente sedutor que pode nos escravizar com crenças e valores enlouquecedores, como observamos hoje em dia com o algoritmo criando realidades paralelas, por exemplo. O escapismo é uma tentativa vã que muitas vezes resulta em doenças somáticas como, por exemplo, disfunções do sono, insônia, compulsões e vícios.
Visitar nossas regiões internas mais obscuras e lamacentas é assustador. O medo é um indicador de um novo crescimento. Tememos o que não conhecemos ainda. O que não podemos permitir é sermos paralisados pelo medo de mudar. Que tal começar questionando as suas ideologias? Converse consigo mesmo(a), faça alguma atividade artística, extravase, deixe o seu inconsciente falar. Mas sem se esquecer da realidade concreta. O movimento pendular consciente(Sol)/inconsciente(Lua) precisa ser dinâmico e constante, pois ambos funcionam juntos. Como disse Jung: o eu vive no tempo e no espaço e precisa se adaptar aos seus limites, se é que de fato eles existem.

