- O céu de sempre... O céu de todos.
- E se o céu for um espelho a nos refletir como pontinhos brilhantes na escuridão imensa e opressora, implacável. Pontinhos solitários numa eterna competição pelo brilho mais intenso até nos apagarmos de uma vez por todas, puff!!
- Se estamos todos na sarjeta, quais de nós está olhando para as estrelas?
- Olhar é o suficiente?
- Será que lá estão respostas? Ou apenas mais perguntas refletidas?
- Terás de viver para ver.
- Só me diga uma coisa... o que move o mundo nessa dança louca que chamamos destino?
- Respondo-te numa única palavra curta começada com ‘A’.
- Ela também o move?
- Por que achas que sempre estou aqui?
- Achava que não tivesses escolha.
- Talvez não tenha, afinal somos todos Um.
- Então por que essa dor, esse vazio?
- Para lembrar-te de viver, de lutar.
- Às vezes te odeio tanto!
- Eu também... mas sempre diante do espelho tu me verás, pois sempre estarei contigo.
Mariângela Alves
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