segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Lua cheia


Ao encontro da lua
Lua cheia – Ovulação

Durante o período da ovulação os níveis de estrogênio aumentam, a mulher fica mais maternal, acolhedora e, por isso, é conhecido como a fase dA Mãe. Quando, inclusive, acontece um leve aumento da temperatura do corpo. Aconselha-se como método de percepção de fertilidade acompanhá-la com um termômetro digital, concomitantemente ao monitoramento do muco cervical ao final do dia.


As energias da Mãe também são radiantes, mas com uma frequência diferente da donzela. As necessidades e os desejos próprios da mulher, cedem lugar para o cuidado coletivo, irradiando, assim, amor e harmonia. A sexualidade passa a ser uma partilha de profundo amor. O senso de responsabilidade aflora, assim como a criatividade. Lembrando que uma mulher pode ser mãe de projetos e ideias também (Gray, 2017).

Momento em que o corpo feminino fica mais arredondado, dá vontade de usar roupas com cores mais quentes, adornar-se com acessórios, chamar atenção por se sentir mais bonita. O cheiro (feromônio) muda e é mais notada pelas figuras masculinas do círculo de convivência. Principalmente o companheiro que sente quando a ovulação acontece.

Arcanos relacionados a esta fase


O Mago: Princípio masculino universal. A razão, a vontade, o conhecimento, a habilidade e a comunicação. A plenitude requer a integração dos polos yin e yang - masculino e feminino. Portanto na fase da lua cheia “os processos de pensar e analisar, extrair experiências, comunicá-las e aplicá-la ao desenvolvimento prático das habilidades no cotidiano” (Pramad, 1998) estão potencializados e regidos por Mercúrio, planeta da mente racional e discriminativa, habilidades, conhecimento e comunicação. Sentimento de empoderamento e resolução nas relações. 






A Imperatriz: Arquétipo dA Mãe por excelência - Pachamama. Representa nutrição e abundância. Arcano regido por Vênus, planeta cujas energias impulsionam ao prazer: amor, sensualidade, voluptuosidade, alegria, beleza, doçura e relacionamentos sentimentais. Combinação da espiritualidade com funções materiais. Princípio passivo, frio, úmido e acolhedor da Natureza. “A Imperatriz entregou-se ao mundo, sua matriz desabrochou e os frutos do seu amor preencheram a terra” (Pramad, 1998).




A força: Figura humana dominando um Leão, signo de fogo, fixo, regido pelo sol. Expressão da criatividade proveniente da singularidade do eu. Exuberância, brilho e vibração do universo. Arcano que personifica a força de valores internos que formam a base da personalidade. Força para frear ou liberar os impulsos a depender das situações. O Tesão nas cartas de Crowley, por ser o impulso da vida que direciona o ser humano, que o faz levantar da cama pela manhã e ir atrás de seus objetivos. Que é produto da aceitação e integração interna. energia animal que se canaliza na criação, autorrealização e transcendência, como ensina o tantrismo. 




O Diabo: Instintos primitivos. Atribuição astrológica Capricórnio, regido por Saturno. Este arcano convida-nos a assumir a nossa instintividade e entender nosso corpo e suas necessidades. Na ovulação, a mulher está mais tomada pela libido e pela necessidade de interagir fisicamente com sxx(s) parceirx(s). O útero é um receptáculo, como um cálice vazio, pronto para ser preenchido nesta interação, não necessariamente por um feto, mas também pelo que a outra pessoa tiver a oferecer. Há que se pensar e escolher com muito critério com quem partilhar as energias desse encontro. A sexualidade é uma ferramenta evolutiva incrível que requer responsabilidade e consciência.



O Sol: Relação entre mente consciente e corpo físico. Expressão mais elevada do eu. Inteligência cósmica. Totalidade da luz no Universo. Integração dos impulsos ao cotidiano. Aceitação do corpo que amo e respeito, apesar de não sermos o nosso corpo. A pessoa é livre quando é ela mesma, sabendo que não o é ao mesmo tempo, tem clareza da dicotomia humana. “Quanto mais entramos em contato com nosso centro, desidentificando-nos das aparências, mais somos nós mesmos e mais conscientes de nossa individualidade. (...) Individualidade de uma gota d’água no oceano.”

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