
Quem advinha quem é esse sujeito? Um dos primeiros a questionar o mundo além da religião e das tradições. A pedra no sapato da sociedade conservadora. Aquele que mexeu no queijo. Que desarmou só com perguntas. Que ousou pensar, antes de concordar e afirmar.
Que teve humildade para reconhecer que quanto mais buscamos
conhecimento, mais percebemos que a vida, o universo é demais pra gente. Para
nosso Ego. Para “nossa razão”. Entre aspas por que de nossa ela tem nada. Cada
um tem a sua. E de razoável tem menos ainda.
Vamos ao exemplo prático, comum, do dia-a-dia.
A Folha de S.Paulo publicou essa semana que a novela da
globo já suscitava polêmica antes mesmo de começar. Por causa do nome. Pessoalmente,
não curto novelas por serem clichês e cheias de intrigas, tramas pobres e
previsíveis. No entanto, as novelas da Glória Perez me agradam muito por
mostrarem outros países e culturas diferentes, são novelas estéticas e claras. Agora... São Jorge, santo católico, entidade
espírita... tudo bem. Olha, eu fui criada nessa ideologia dos donos da verdade
e nunca conseguir entender esse “medo” do que é diferente.
“Não permita entrar na sua casa o que é contrário à sua religião, por
que o capeta entrará junto.”
Gente, esse era o pensamento dominante na Idade Média!
HelloooW! Séculos e séculos em que as pessoas não tinham acesso à informação.
Elas não tinham opção. Agora, negar-se a se informar sobre algo por esse algo
discordar do discurso que você adotou, é como terminar um noivado por que a
outra pessoa não come sushi. É como time de futebol! Por que você torce pro
flamengo? Por que minha família sempre torceu. Que espécie de resposta é esta?!
E pensar que pessoas matam, vão à guerra com essa justificativa. “Vou matar
você, por que... por que... por que você não adora a Grande Batata! Morraaaa!!”
A novela sobre um guerreiro que representa força para inspirar as pessoas é do capeta... maaas a novela da Carminha, obscura, cheia de ódio, rancor e vingança pooode, né?!

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João: 8:32)
ResponderExcluirDifícil hoje distinguir que verdade é essa, sabendo que muitos tentam impor para si suas próprias "verdades".
A verdadeira História de São Jorge, ele foi um mártir do Cristianismo e adorador do Deus vivo e discípulo de Jesus Cristo. Lutou contra a idolatria, mas infelizmente depois de sua morte ele acabou virando mais um "santo" católico e passou a ser venerado como tantas outras imagens no lugar de Deus.
Leia o texto abaixo:
Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge de Anicii. Filho de pais cristãos, converteu-se a Cristo ainda na infância, quando passou a temer a Deus e a crer em Jesus como seu único e suficiente salvador pessoal. Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai. Tendo ingressado para o serviço militar, distinguiu-se por sua inteligência, coragem, capacidade organizativa, força física e porte nobre. Foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade.
Tantas qualidades chamaram a atenção do próprio Imperador, que decidiu lhe conferir o título de Conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Nessa mesma época, o Imperador Diocleciano traçou planos para exterminar os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.
Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande coragem sua fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens.
Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nEle confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade."
Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o Imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Porém, este santo homem de DEUS jamais abriu mão de suas convicções e de seu amor ao SENHOR Jesus. Todas as vezes em que foi interrogado, sempre declarou-se servo do DEUS Vivo, mantendo seu firme posicionamento de somente a Ele temer e adorar.
A fé deste servo de DEUS era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessa-lo como SENHOR por intermédio da pregação do jovem soldado romano. Durante seu martírio, Jorge mostrou-se tão confiante em Cristo Jesus e na obra redentora da cruz, que a própria Imperatriz alcançou a Graça da salvação eterna, ao entregar sua vida ao SENHOR. Seu testemunho de fidelidade e amor a DEUS arrebatou uma geração de incrédulos e idólatras romanos.
Por fim, Diocleciano mandou degolar o jovem em 23 de abril de 303. Logo a devoção a “São” Jorge tornou-se popular. Celebrações e petições a imagens que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente. Além disso, muitas lendas foram se somando a sua história, inclusive aquela que diz que ele enfrentou e amansou um dragão que atormentava uma cidade...
Em 494, a idolatria era tamanha que a Igreja Católica o canonizou, estabelecendo cultos e rituais a serem prestados em homenagem a sua memória.
Jorge é cultuado através de imagens produzidas em esculturas, medalhas e cartazes, onde se vê um homem vestindo uma capa vermelha, montado sobre um cavalo branco, atacando um dragão com uma lança.
E ironicamente, o que motivou o martírio deste homem foi justamente sua batalha contra a adoração a ídolos...